De Silvio Profirio: A oralidade na hora da entrevista: algumas reflexões

Este texto tem por objetivo refletir acerca da relevância do uso eficaz da línguagem oral, como também refletir acerca das contradições entre as exigências impostas pela sociedade contemporanea e as competências desesnvolvidas pela escola.

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 Silvio Profirio da Silva*

https://i2.wp.com/biponline.prodeb.gov.br/adm/arquivos/linguagem%20oral_escrita.jpgA oralidade é, no contexto atual, uma competência linguística de fundamental importância, que surge como diferencial, sobretudo, no que diz respeito aos processos seletivos. Contudo, dados de diversos estudos e pesquisas demonstram que uma grande quantidade de pessoas tem dificuldades de argumentar oralmente. Por essa razão, estudiosos de diversas areas têm voltado seu olhar para essa temática. Constantemente, ouvimos falar acerca da relevância de se saber falar bem em público. É nesse cenário, o uso da linguagem oral se torna uma competência linguística requerida por inúmeras emspresas durante o decorrer do processo seletivo. Mas como isso corre? Isto é, como as empresas avaliam o uso dessa habilidade linguística durante as etapas de uma seleção?

 As empresas, em geral, avaliam a oralidade do candidato durante o decorrer da entrevista e, sobretudo, durante a dinâmica de grupo, observando a argumentação do candidato. Elas observam como o candidato conduz sua fala durante o ato verbal, atentando para os mais diversos aspectos, tais como, a clareza, a objetividade, os execessos da entonação e, em especial, a adequação ao uso da linguagem formal. Este último fator constitui, sem dúvida, um dos traços mais avaliados durante o decorrer do processo seletivo. Nesses momentos, ele deve adequar sua fala à situação comunicativa. Em outras palavras, por se tratar de um momento comunicativo que compartilha da formalidade, ele deve empregar a linguagem formal. Esse uso requer uma linguagem sem gírias, vícios de linguagem, jargões e, em especial, pautada na Gramátiva Normativa. Algumas empresas, inclusive, associam o padrão de entonação da voz à segurança do candidato. Dito de outra forma, muitas empresas acreditam que, durante o decorrer do ato verbal, quando o candidato fala em um tom audível, ele demosntra/ evidencia segurança.

Porém, como cobrar o uso dessa competência linguística de um sujeito que, durante sua vida escolar, foi estimulado a lançar mão da leitura e da escrita apenas? É injusto? Mas, ainda assim, nós, cidadãos do mundo contemporaneo, temos que estar em dia com as exigências requeridas pela sociedade. Nesse sentido, é essencial que os candidatos percebam a relevância da oralidade na sociedade atual, o que possibilita o ato de se posicionar com eficácia nos mais diversos contextos de participação social. Além disso, é necessário que eles atentem para o fato de estar em dia com as questões da contemporaneidade, na medida em que o saber surge como meio/ recurso de diferenciação na atual sociedade competitiva.

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Silvio Profirio da Silva

Aluno do Curso de Licenciatura em Letras da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE.  E-mail: silvio_profirio@yahoo.com.br

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por Jornal de Caruaru

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