2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PALMA E OUTRAS CACTÁCEAS


Carta de Garanhuns
Reunidos entre os dias 24 e 27 deste mês de outubro na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco, pesquisadores, profissionais, empresários, produtores, dirigentes de Associações e estudantes participaram de minicursos e palestras sobre a Palma Forrageira e outras Cactáceas, do que tiraram algumas considerações aqui expostas, sobressaindo-se a de que a Palma – dentro de suas diversas variedades e usos – deve ser considerada uma cultura nacional, exigindo, pois, uma política pública de abrangência para todo o País.
A participação de palestrantes brasileiros e estrangeiros deu a este Congresso uma dimensão que seguramente será projetada nos próximos encontros nacionais, já com uma perspectiva melhorada da importância da Palma e outras Cactáceas para a cadeia produtiva do leite, notadamente do Semiárido.
Na área dos minicursos, destacou-se o que tratou da utilização da Palma na alimentação humana, uma novíssima abordagem cujo desdobramento deverá acentuar a importância da Palma além de sua utilização como forrageira.
Lições de alto nível renovaram as informações disponíveis para acentuar a importância da Palma e outras Cactáceas no estoque vegetal de água, chegando a 90% de composição de água com boas características energéticas e nutricionais. O que as distingue como produtos com participação ativa na segurança forrageira da cadeia produtiva do leite, notadamente no Semiárido.
Realçou o Congresso, as importâncias econômica, sociológica, histórica e antropológica da Palma e outras Cactáceas para boa parte da população e dos produtores rurais, com um componente adicional sintonizado às preocupações ambientais: a Palma e outras Cactáceas têm grande valor ecológico, pela manutenção e  pelo uso racional da biodiversidade do Semiárido. Esses valores implicam na necessidade de minimizar e solucionar os danos causados pela cochonilha do carmim e outras pragas e doenças que porventura venham a surgir na condução/ampliação/revitalização da cultura.
Um tópico inexistente no 1º Congresso Brasileiro de Palma e Outras Cactáceas, agora exposto pela primeira vez e destinado a ocupar as temáticas futuras foi a experiência bem sucedida das ações desenvolvidas em Pernambuco pelo Gabinete da Palma. Ficou objetivada a necessidade de replicar essa experiência para os Estados abrangidos pelos Semiárido Clima e  Semiárido Região.
Do exposto, os participantes do 2º Congresso Brasileiro de Palma e Outras Cactáceas trazem na Carta de Garanhuns, as seguintes recomendações:
1.       Criação/Fortalecimento dos Gabinetes Estaduais da Palma e Outras Cactáceas;
2.       Criação do Gabinete Interestadual da Palma e Outras Cactáceas ou Gabinete da Palma e Outras Cactáceas para o Semiárido, com a possibilidade de articulação pelo Instituto Nacional do Semiárido – INSA/MCTI;
3.       Regimentação e Estatutização dos Gabinetes Estaduais e do Gabinete Interestadual da Palma e Outras Cactáceas;

4.       Inserção de outros Ministérios e entidades representativas da Palma e Outras Cactáceas no Gabinete da Palma e Outras Cactáceas para o Semiárido.

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por Jornal de Caruaru

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